Homenagem

Angola 30 anos de Independência

No Museu da República - Palácio do Catete - Rio de Janeiro - Brasil

 

Brasil homenageia Angola com a mais elevada Comenda Cultural

Como parte das comemorações dos 30 anos da independência de Angola, o Ministério da Cultura, através da Fundação Palmares, condecorou o Cônsul- Geral de Angola no Rio de Janeiro, embaixador Ismael Diogo da Silva, com a Ordem do Mérito Cultural, a mais alta comenda cultural brasileira. 

A solenidade de entrega se deu no salão principal do Museu da República, antigo Palácio do Governo Federal, no Rio de Janeiro, no dia 15 de fevereiro. O vice-cônsul de Angola, João Diogo Fortunato, representou o Cônsul-geral Ismael Diogo da Silva, que se encontra em Angola.

Durante a cerimônia discursaram Ricardo Vieiralves, diretor do Museu da República, Agostinho Tavares, conselheiro da área econômica da Embaixada de Angola, e o professor Ubiratan Castro, diretor da Fundação Cultural Palmares. Em seu pronunciamento, o professor Ubiratan Castro anunciou que ainda este ano uma comissão irá a Angola para condecorar com a Ordem do Mérito Cultural mais sete intelectuais angolanos.

Ao receber a comenda em nome do Cônsul-geral, o vice-cônsul João diogo Fortunato agradeceu a honraria e leu uma mensagem do embaixador Ismael Diogo da Silva justificando sua ausência e manifestando sua satisfação pela homenagem.

Após a solenidade de condecoração realizou-se uma grande celebração da cultura angolana. O projeto “Angola: 30 anos de independência”, que já tinha passado por Brasília e Salvador nos dias anteriores, mostrou ao público, dividido entre brasileiros e angolanos, um pouco da arte e da história angolana, com filmes, danças, músicas e comidas. 

Houve também um debate sobre cinema que reuniu os atores Maria Ceiça e Antônio Pompeu, os diretores Jorge Coutinho e Jéferson De, e o escritor Antônio Pompilho, membro da União dos Escritores Angolanos. 
Na parte musical, o convidado especial foi o cantor e compositor brasileiro, Geraldo Azevedo, que foi apresentado pelo poeta Capinan. Ele cantou “Fogo e Ritmo”, música que fez a partir de um poema de Agostinho Neto. Representando a cultura Afro-brasileira o grupo Associação Cultural de Capoeira Nagô apresentou canções brasileiras conhecidas, em versões adaptadas para berimbau e tambor. 

Também o grupo Angola Fest Show Cultura, comandado pelo mestre de cerimônia, Januário Guimarães, apresentou seu show, que mistura música, dança e moda. Ao final, uma degustação típica angolana foi servida a todos que participaram da festa.
(Leonardo Rebello)